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Suspeitos de matar menino Brayan serão enterrados neste domingo

Polícia investiga se ordem para matar dupla na cadeia partiu de facção criminosa

Os corpos de Paulo Ricardo Martins, 19 anos, e de Felipe dos Santos Lima, de 18 anos, suspeitos de matar o menino Brayan Yanarico Capcha, cinco anos, serão enterrados neste domingo (1º), em Santo André e em São Paulo.

O velório de Martins é realizado no cemitério Curuçá, em Santo André, ABC paulista. O enterro será feito às 10h. Já o corpo de Lima está sendo velado no cemitério São Pedro, zona leste da capital, e ele será enterrado às 13h.

Ambos foram assassinados no CDP (Centro de Detenção Provisória) de Santo André, onde cumpriam prisão preventiva, na última sexta-feira (30).

A Polícia Civil investiga se as mortes deles foram ordenadas por alguma facção criminosa. A suspeita é de que a dupla possa ter sido envenenada. Martins e Lima tinham chegado ao CDP havia quatro dias. Antes, cumpriam prisão temporária numa carceragem da Polícia Civil.

No total, cinco pessoas participaram do assalto. O grupo invadiu a casa da família boliviana e roubou R$ 4.500 durante a ação, o garoto Brayan chorava muito e irritou os criminosos. Um deles atirou no menino, que morreu na hora. A dupla chegou a ser socorrida e levada à enfermaria da cadeia, mas já chegaram ao posto médico sem vida.

A Corregedoria da Secretaria da Administração Penitenciária também vai apurar o caso. Quem atirou no garoto foi Diego Freitas Campos, que ainda está foragido. Chegou-se a suspeitar de que um corpo encontrado neste sábado (31), em São Caetano do Sul, também no ABC, pudesse ser dele. No entanto, a polícia descartou a possibilidade.

O quinto envolvido no crime é um adolescente que está numa unidade da Fundação Casa.

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O crime

Na madrugada de 28 de junho, o bando invadiu a casa dos pais de Brayan, em São Mateus, na zona leste, para fazer um assalto.

Os bandidos já haviam pegado R$ 4.500, quando o menino começou a chorar. Irritado com a reação da criança e com o fato de os pais não terem mais dinheiro, Diego Freitas Campos, de 19 anos, teria atirado na cabeça de Bryan. Antes, o menino implorou: "Não quero morrer, não matem minha mãe". Mas o ladrão, que havia mandado a mãe calar a criança, apertou o gatilho.

Antes de levar um tiro na cabeça, o menino Brayan havia entregado aos assaltantes as moedinhas que mantinha em um pequeno cofre em casa. Segundo a advogada Patrícia Veiga, representante do Consulado da Bolívia que ajudou a família do garoto a resolver a burocracia relacionada ao traslado do corpo, Brayan chegou a dizer "toma la plata [pegue o dinheiro]" aos bandidos ao entregar sua pequena economia — o que não evitou que fosse morto.
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